Espectáculo Ladainha


DANÇA: “Cavaleiros da Tempestade”, Companhia Ladainha 

Sexta-feira, 22 de novembro | Centro Cultural John dos Passos, às 21:00 horas

Sobre o espectáculo:

W.I.P. #1 Os cavaleiros da tempestade

A quem e como se dirigir para ser ouvido. Sob aparente calma, eventos e elementos estão fora de controlo.

O território da arte é onde nascem ideias e propostas alternativas; criatividade, energia, entusiasmo, esperança e esforço que levam ao domínio técnico.

W.I.P. é uma carta aberta a uma sociedade que está calada, é um local de encontro e de experimentação.

Os bailarinos do projeto vêm principalmente de danças urbanas, buscando novos caminhos corporais, sem medo de quebrar as barreiras.

Os coreógrafos também traçam uma estrada que move as fronteiras constantemente emergindo da zona de conforto dos ganhos, estimulada pelos desafios.

O futuro está em movimento e em movimento, espaço para adaptação.

Os temas e referências

Este trabalho examina os instintos primitivos de uma sociedade ameaçada em busca de um futuro. Demos uma olhada no mundo do homem, em justaposição com o mundo real.

Nossa sociedade é construída de acordo com os modelos políticos e éticos recomendados; "arte da guerra" (Sun Tzu) e, em sua forma mais perversa, pelo “Príncipe" (Niccolo Machiavel)

Ambos os Manuais de Manipulação de poder serão explorados e tomados como referência. As estratégias de sucesso e governação descritas hoje são aplicadas pelas empresas e pelo mundo financeiro, bem como pelos líderes e chefes de Estado, sejam eles legítimos ou não. Eles são interessantes para nós, no contexto da reflexão artística, transporem certos códigos e ideias para um contexto coreográfico - relações, qualidades de movimento, estruturação do espaço...

Apesar das nossas tentativas de ignorar somos animais

Um movimento selvagem em um ambiente urbano, a malta é formada como um reflexo da sobrevivência. Com quem você está correndo? Onde está sua posição? Quem lidera a caçada? Quem come primeiro?

O dominante, o submisso, o exilado... Os personagens e os traços da sociedade estão concentrados em uma questão vital.

Como um grupo canino, o poder do coletivo mostra seus dentes e perseguir uma presa, ou se espalhar, ofegando no calor, provocando-se com desafios ou limpando-se completamente. Relacionamentos brutos e sinceros, ou atenciosos, ambiciosos, sem arredondamentos, podem ser ternos e violentos. Aceito ou não no grupo, você pode fazer parte dele ou viver nas margens

As pistas coreográficas 

O trabalho foi realizado sobre os movimentos na comunidade, depois os deslocamentos sozinhos, mais livres, mas sem proteção, vulneráveis. Colocação implantação, o espaço entre os corpos fala. A implementação de estratégias; os aliados, o poder, ataque, defesa, jogos, nascem relacionamentos, fluidos e acolhedores ou barrados de rivalidades...

Ficha técnica:

Dançarino: Kaê Carvalho, Ayã Carvalho, Oscar Lassus dit Layus, Paco Esterez,Konh Ming Xiong 

Coreógrafos Armando pekeno et Michelle Brown 

Compositor: Eric Trochu

Figurino: Michelle Brown

Criação de luz: Nicolas Pillet, Patrick Flores et Armando Pekeno 

Gerente de Produção: Estelle Gouvenelle

Apoio: Conselho Geral de Ille et Vilaine, e freguesias da Bretagne romantique, ville de Combourg, Villes de St Domineuc, Spedidam, MJC Pacé, centre culturel l'Odyssée-Dol de Bretagne.

Companhia Ladainha 

Um dos mais belos e longevos trabalhos de fusão entre a dança contemporânea e a capoeira na Europa nos chega do bailarino, coreógrafo e mestre de capoeira Armando Pekeno e de sua companheira, também bailarina, coreógrafa e capoeirista Michelle Brown. Mestre Armando é um dos nomes mais importantes da dança contemporânea brasileira no mundo que, em conjunto com a sua companheira, conjugam capoeira e dança afro com as linguagens artísticas da dança na atualidade. A coreógrafa, bailarina e capoeirista Michelle Brown é de origem inglesa e cursou dança contemporânea no “Laban center for movement and dance” em Londres. Ela teve o seu primeiro contato com a capoeira ainda no Reino Unido, mas é em Paris, em 1990, que inicia o seu percurso na capoeira, até receber o título de contra-mestra, em 2007.

Mestre Armando nasceu em Salvador e desde a sua humilde infância nos bairros da capital baiana contatou com a cultura afro-brasileira, obtendo o cargo de Ogã nos candomblés baianos e iniciando o seu percurso na dança e na capoeira com o renomado Mestre King, precursor da dança afro no Brasil. Na atualidade, Armando Pekeno é hoje um dos principais herdeiros de seu Mestre, levando adiante este legado aos mais diferentes palcos, mas sempre atento e dando retornos às suas origens. 

Aos 19 anos, viajou profissionalmente na Europa com a orquestra afro-baiana, sob a direção de Emília Biancardi e, nesta ocasião, ministra uma oficina de dança tradicional na escola de Maurice Béjart, “Mudra” na Bélgica. Sua aptidão e sua curiosidade pelo movimento o levaram rapidamente ao prestigiado “Balé do Teatro Castro Alves”, onde foi contratado como solista e coreógrafo. Sempre muito ativo e criativo, Armando é um dos precursores da dança contemporânea na Bahia. Ele é particularmente conhecido pelo seu trabalho, que tem suas raízes tradicionais em um contexto contemporâneo, notadamente nas companhias “África poesia”, “Origens”, “Cia de dança de Olodum” e “Mantra”.

De retorno a França, em 1995, convidado pelo Théâtre Contemporain de la Danse, em Paris, para realizar um estágio “do tradicional à modernidade” (com Michelle Brown), também convidou o projeto “Black Performances” para esta mesma instituição. A Compagnie Ladainha, companhia de dança contemporânea, nasceu do encontro do brasileiro Armando Pekeno e da inglesa Michelle Brown, em 1992. Após um longo período trabalhando em países como o Brasil, o México, a Inglaterra, os Estados Unidos, mudaram-se para Rennes, na região da Bretanha francesa, onde a companhia se instalou. Mestre Armando Pekeno e Michelle Brown são também parceiros na criação da Cooperative Bretonne de Capoeira.

A Companhia Ladainha possui um vasto currículo de espetáculos, coreografias, cursos, espalhados por todo o mundo, quase sempre com enfoque nas expressões híbridas da dança afro, da capoeira e da dança contemporânea. Na região da Bretanha, mestre Armando e sua companheira realizam anualmente vários cursos em que os participantes, capoeiristas, atores e dançarinos, podem experimentar estas linguagens, através da participação nas oficinas, mas também em residências artísticas.

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